CEM PERDÕES
Pediu-lhe perdão mais de 100 vezes.
A todos os pedidos disse: sim.
Precisava de um não que justificasse a decisão que tinha tomado.
Pediu-lhe perdão mais de 100 vezes.
A todos os pedidos disse: não.
Precisava de um sim que garantisse a decisão que tinha tomado.
Pediu-lhe perdão mais de 100 vezes.
A todos os pedidos disse: cala-te.
Precisava de um talvez que anulasse a decisão que tinha tomado.
A todos os pedidos disse: sim.
Precisava de um não que justificasse a decisão que tinha tomado.
Pediu-lhe perdão mais de 100 vezes.
A todos os pedidos disse: não.
Precisava de um sim que garantisse a decisão que tinha tomado.
Pediu-lhe perdão mais de 100 vezes.
A todos os pedidos disse: cala-te.
Precisava de um talvez que anulasse a decisão que tinha tomado.

1 Comments:
Perdão é coisa demasiado séria...
"cem perdões" levar-me-ia a pensar que teria de ser caso de sem perdão.
(mas devo estar cinzenta...)
embora esta impressão justificasse, então, a decisão tomada!
Nisto de relações (ia escrever "ralações") sim(s), não(s)... são coisas reversíveis.
"Talvez" é a única forma definitiva: de dúvida!
[e que mais há, na interacção, que a dúvida permanente?... alguns momentos de "sim"... outros instantes de "não"... se conseguimos dar-lhes, a "sim" e "não", os tempos de vida óptimos...
ah, isso depende de cada jeito de fazer evitar o perdão (que se pede, e se aceita... ou não.)]
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