Paris e arredores está a ferro e fogo. Os problemas sociais, religiosos, laborais ... ajudam a explicar alguma coisa, mas não explicam tudo. Tenho alguma dificuldade em compreender o segregacionismo associado a frases como "filhos de emigrantes da Costa de Marfim", "grupos de adolescentes muçulmanos", etc. A estereotipia e o preconceito são formas
simplórias de catalogar comportamentos para, a partir desse ponto, se estabelecer linhas de separação.
Infelizmente, esquecemo-nos que a segunda geração de emigrantes [e a terceira, e a quarta, ...] são tão franceses como qualquer outros gaulês. A pergunta central não deveria ser: "o que podemos fazer para sair deste problema?, mas "o que fizemos (ou não) para nos metermos nele?"